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Coronavírus: Enfermeira pedi AFASTAMENTO do hospital por não suportar ver as pessoas morrendo sem ar

Coronavírus: Enfermeira Pedi AFASTAMENTO Do Hospital Por Não Suportar Ver As Pessoas Morrendo Sem Ar
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Uma Técnica em enfermagem, de uma dos maiores hospitais de São Paulo, pede afastamento, por não ter mais condições psicológicas e emocionais para lidar com a situação de ver a pessoas morrendo sem ar.

Em uma entrevista ao portal CRESCER, a técnica em enfermagem, de 42 anos, que prefere não ser identificada, contou tudo o que viu nestes últimos dias. Ela não suportou e pediu afastamento. “Não tenho mais condições psicológicas e emocionais para lidar com o que está acontecendo. Vou tentar ajudar de outra maneira”, afirmou.

Ela contou ao portal CRESCER que não se sabe ao certo, até quando isso irá durar, que alguns do meio dizem que para voltar a rotina normal em agosto ou setembro. “É um período bem longo, mas estou ‘jogando a toalha’, não tenho mais condições. Recentemente, vi um rapaz de 35 anos que não tinha nenhum antecedente, sem comorbidades, um menino lindo, morrer da noite para o dia. Eu levei ele pra UTI e ele morreu. Deixou dois filhos. Ele é moço, mais novo que eu. Vou fazer 43 anos e estou com medo, desculpa, não posso seguir em frente com isso.”, disse a enfermeira.

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A enfermeira, falou que sua família está longe, isolados. Que seu pai fechou a empresa, chorando.”Foi difícil ver isso. Minha irmã, que também é enfermeira, ‘jogou a toalha’. Não estamos tendo condições de lidar com tudo isso. Eu quero ficar quietinha na minha casa, eu não quero sair também. Não estou aguentando mais ver as pessoas chegando feito peixe fora do aquário, sem ar, morrendo sem ar, não estou conseguindo. Não foi para isso que eu estudei. Não tenho mais condições psicológicas e emocionais para lidar com o que está acontecendo.”, completou

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Ela ainda contou, que viu muitas profissionais da área, indo chorar no banheiro, para que os pacientes náo pudessem ver. Uma correria louca, de lá pra cá.

” Você vê ali que não há grupo de risco. Você está no PS, entra jovem, entra idoso, todas as camadas sociais, não tem distinção de nada. Estamos vivendo um caos sem precedentes. Estamos vendo nossos colegas adoecendo e também estamos com medo.”, disse a enfermeira.

A recomendação dela, é que as pessoas redobrem a atenção para a higiene e limpeza”Peço que vocês se cuidem, cuidem dos seus, façam o possível, fiquem vivos. Eu vou ficar aqui, vou tentar ajudar de outra maneira.”

Sobre o homem de 35 anos que morreu, ela contou que não houve tempo de fazer o teste do coronavírus.
“Não deu tempo de fazer o teste”. “Foi muito rápido. Todo caso que entra no PS, a partir do momento que a infecção começou a ser cruzada, é considerado COVID-19”, explicou. Portanto, ele não faz parte dos casos contabilizados pelo Ministério da Saúde.

Fonte: https://revistacrescer.globo.com/

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